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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Atividades - Módulo 8


AULA 02
EM SALA: Cartaz /charge das regras da nova ortografia - valor: 1,5

DISTÂNCIA: Pratique da página 30 (letras a,b,c) - OPCIONAL


Pratiques página 30/32

b) Elabore um texto publicitário para ser veiculado, em horário nobre, no intervalo da novela. O objetivo é sensibilizar a sociedade em relação às crianças em situação de risco. A ilustração ficará em primeiro plano, enquanto um locutor lê o seu texto, que terá a duração de 30 segundos.

Natal é uma época de repensar atitudes, resgatar valores, e ajudar aos necessitados. Contudo, as pessoas com dificuldades vivem em dificuldade o ano inteiro. A maior parte das crianças do Brasil vivem em situação de risco, sendo privadas dos seus direitos mais básicos, como moradia, alimentação, educação e segurança. Nós como sociedade, somos responsáveis por essas crianças, assim como somos responsáveis por nossos próprios filhos. Nós não deixamos de dar assistência a eles só por que não é Natal, não é verdade. Participe você também da Campanha dos “3 'S' – Sejamos Solidários Sempre”. Não deixe somente para o Natal, aquilo que você pode fazer o ano todo. Procure uma unidade do FAS / CRAS de sua cidade e seja solidário.


AULA 03
EM SALA: Atas Escolares - valor: 1,5



DISTÂNCIA: Escrita da Biografia do colega (entregar na aula 04 com uma cópia para o tutor e outra para o colega, não publicar no blog) - valor: 2,0


BIOGRAFIA

NOELI NOGUEIRA DE LIMA MALUCELLI, nasceu na casa de seus pais no dia 20 de outubro de 1965, em Curitiba. Filha caçula de João e Luiza, irmã do Nelson e do Celso. Seu pai é militar aposentado e sua mãe nunca trabalhou fora. Como seus pais nasceram e se criaram na área rural de Araucária, são pessoas simples, honestas e muito éticas que estudaram apenas o antigo primário, hoje 5° ano, vieram morar em Curitiba quando se casaram. Ela teve uma educação rígida, estudou na Escola Municipal Papa João XXIII até a 8ª série do antigo 1° Grau, hoje, Ensino Fundamental. Depois cursou o Magistério no Instituto de Educação do Paraná. Começou a namorar aos 13 anos e devido a rígida educação principalmente dada por seu pai, se casou aos 17 anos, em 1983, com seu esposo Máximo. Morou durante seis anos no bairro do Ahú, porque era lá o trabalho de seu esposo. Quando terminou o Magistério fez o curso de Especialização Pré escolar no Instituto mesmo já casada.
Quatro anos depois, em 1986 nasceu minha filha Beatriz. Seu marido achava que não compensava deixar sua filha pequena com uma empregada para que ela fosse trabalhar, muito menos fazer faculdade. Nos primeiros anos esteve comprometida com o casamento, a casa, os filhos e foi deixando de lado o seu sonho de fazer faculdade e seguir sua vocação como professora.
Alguns anos mais tarde, começou a trabalhar na loja de decoração no centro junto com seu marido e seu cunhado. Como para que pudesse trabalhar ela levava a Beatriz, no bairro do Portão todos os dias para sua mãe cuidar, acabou mudando para o Portão, onde moram até hoje.
Insatisfeita profissionalmente, decidiu sair da loja por discordar com a administração da mesma. Foi nessa época que resolveu encomendar um irmãozinho para a Beatriz. Em 1991 nasceu o Júlio César. Tornou-se uma ótima dona de casa, dedicada aos filhos, em fazer pratos diversificados e cuidar da família, mas, ainda tinha uma frustração em não ter a vida profissional definida.
Quando as crianças já estavam maiores, no final de 1998, se inscreveu para o Paraná Educação, no Colégio Estadual Marechal Cândido Rondon, pertinho da sua casa, para trabalhar na função de Técnico Administrativo com contrato de tempo indeterminado, na área da educação a qual sempre gostou. Foi classificada e começou a trabalhar dia 25 de janeiro de 1999. Trabalhou seis anos na biblioteca dessa escola, sempre com a insegurança e incerteza, pois não sabia quando poderia encerrar o seu contrato. Em 2005, se preparou para o concurso público para Agente Educacional II. Passou no concurso, foi classificada e continuou trabalhando na mesma escola. Como todos os funcionários foram demitidos, permaneceu apenas ela e o secretário Gilberto. Nessa época, por falta de funcionários, passou a trabalhar na secretaria dessa escola onde trabalha até hoje.
Sua primeira decisão ao passar no concurso e entrar para o Quadro Próprio de Funcionários da Educação Básica, foi voltar a estudar aos 40 anos, agora com uma situação estável. Em 2006, iniciei o Curso do Magistério Superior Na Faculdade Bagozzi o qual passou, no mesmo ano, para Curso de Pedagogia. O curso foi presencial de quatro anos e conciliou a Faculdade e o trabalho, no mesmo bairro em que mora para facilitar as jornadas: casa, trabalho e faculdade. No último ano da Faculdade recebeu uma boa proposta do diretor do curso para iniciar uma Pós Graduação. Em 2009 se formou na graduação e terminou a Pós Graduação em Educação Especial em 2010. Em 2007, fez o concurso para professor formação de docente, e mesmo com uma boa classificação, não foi chamada. Concluiu o Curso Profuncionário Secretaria Escolar que teve a duração de dois anos, onde se capacitou para desenvolver melhor suas atividades profissionais.
Entre os estágios da faculdade, teve um período que escolheu estagiar no Instituto de Educação Professor Erasmo PIlotto. Descobriu, então, que nada acontece por acaso em nossas vidas. Na época em que ela não trabalhava e se sentia extremamente frustrada por não ter exercido sua profissão como educadora, imaginava que o curso do Magistério nunca iria servir e ficava sem saber o porquê de ter feito esse curso. Hoje ela se sente muito feliz e resolvida na questão profissional, ama o seu trabalho, a educação, o ambiente escolar e tem a plena convicção que todo o conhecimento que adquirimos é aproveitado em algum momento de nossas vidas.
Hoje, seus pais moram em uma chácara em Araucária e ela e sua família, reformaram a casa em que nasceu e foi criada, onde moram até hoje. Seu marido continua trabalhando com o seu irmão na mesma empresa desde a época que se casaram, que é uma empresa na área de decoração.
Quanto aos seus filhos, trabalham, estudam são alegres, bonitos e saudáveis, dão muita alegria e orgulho. A Beatriz está com 27 anos é formada em Desenho Industrial Programação Visual, na PUC, cursou Pós Graduação em Comunicação na mesma Instituição, e hoje trabalha na SEAP – Secretaria de Estado de Administração Pública. O Júlio César hoje, com 23 anos, se graduou no Curso de Administração na PUC também, é funcionário do Banco Bradesco. Faz parte da família também, a Teca uma linda cadelinha que dispensa muita dedicação e cuidados, mas, que traz muita alegria para toda a família.
A Noeli é uma colega de trabalho muito ativa e leal. Alguém com que sempre podemos contar, em toda e qualquer circunstância. Sempre correndo com suas atividades na escola, e na sua família, pois não é apenas uma excelente profissional, ela é também uma esposa dedicada, uma mãe maravilhosa, e uma cozinheira de mão cheia. Sempre atenciosa com todos e sempre me dando conselhos com a sabedoria de uma mãe e o carinho de uma amiga.


AULA 04
DISTÂNCIA: Relatório Bibliotour - Biblioteca pública - no blog - valor:  2,0

No dia 10 de dezembro realizei um Bibliotur na Biblioteca Pública do Paraná, sob monitoria da Alice Ywatsugu. Visitei todos os andares e setores da biblioteca, e ela ia me explicando sobre cada setor, e sobre a catalogação e a importância da Biblioteca para toda a comunidade paranaense. Achei muito interessante o setor de restauração das obras, o setor de microfilmagem. Mas o que mais chamou a minha atenção foi a “Hora do Conto”, onde os funcionários da própria biblioteca, contam histórias para as crianças todos os dias às 11:00 e às 15:00 horas. É uma história curta mas com personagens e efeitos bem interessantes, fiquei encantada com a história da Bruxa Noel. A Alice me falou sobre os dados históricos da Biblioteca e sobre a programação cultural que a biblioteca oferece. O setor de multimeios tem um acervo de CD's, DVD's, VHS para empréstimos para escolas e órgãos públicos. Outro setor muito útil é o de acervo em braile, eu mesma já emprestei uns livros para um trabalho sobre deficiência visual na faculdade. A Biblioteca é um espaço muito amplo, e de diversas atividades. Uma pena que não é um dos lugares mais frequentados. Pois com a crescente via de acessos a acervos digitais, as bibliotecas, livros e materiais impressos de maneira geral, tem sido deixados de lado, pelo rápido acesso que as tecnologias digitais nos proporcionam.

Segue dados históricos da Biblioteca acessados disponíveis no site.

A Biblioteca Pública do Paraná é uma das maiores bibliotecas públicas do Brasil. O acervo reúne cerca de 630 mil livros, periódicos, fotografias, mapas, cartazes e materiais de multimeios e multimídia. É um órgão de regime especial subordinado à Secretaria de Estado da Cultura, que ocupa área de 8,528,96 metros quadrados e é uma das bibliotecas públicas mais frequentadas do país, atendendo em média 3 mil usuários/dia e cerca de 2 mil empréstimos diários de livros. Os serviços oferecidos pela Biblioteca Pública do Paraná baseiam-se na igualdade de acesso em todas as faixas etárias com produtos adequados às suas necessidades.
A Biblioteca foi criada pelo vice-presidente da província José Antônio Vaz de Carvalhares, em 7 de março de 1857, no Lyceu de Coritiba. A princípio a proposta era formar pequeno acervo com “obras mais convenientes aos estudos das matérias ensinadas no Lyceu”. Porém, se transformou no organismo vivo e atuante que promove o encontro do povo com o universo do conhecimento, se readequando às mudanças e aos avanços tecnológicos. Mas, para alcançar esse nível de evolução, a BPP percorreu longo caminho, enfrentando dificuldades, passando por reformulações e 12 sedes até o novo prédio ser inaugurado em 19 de dezembro de 1954. A solenidade foi prestigiada pelo então presidente da República, João Café Filho, e o governador da época, professor Bento Munhoz da Rocha Neto.
O presidente da Comissão de Comemorações do Primeiro Centenário da Emancipação Política do Paraná, o professor Newton Carneiro encaminha o anteprojeto de lei criando a Biblioteca Pública de alto significado para a vida do Estado. O governador Bento Munhoz da Rocha Neto construiu a sede própria no local onde funciona até hoje. O projeto é de Romeu P. Costa, convidado a elaborar o projeto porque venceu, pouco antes, concurso público para construção da Biblioteca Pública de Curitiba. O projeto não saiu do papel, mas o qualificou, aos 26 anos, a projetar a Biblioteca Pública do Paraná (COSTA, Lauri. Leitura (In) Fluente. Curitiba, 2002).
A bibliotecária Lydia Sambaqui, autoridade nacional da área de biblioteconomia, foi especialmente contratada pelo Estado para estudar os detalhes da estrutura organizacional, do mobiliário e equipamentos da nova sede. Ela teve o assessoramento das professoras bibliotecárias Etelvina Viana Lima e Francisca Buarque Almeida. O projeto de construção alavancou a criação e consolidação do primeiro curso de Biblioteconomia do Paraná, em convênio firmado entre o Instituto Nacional do Livro e a Universidade Federal do Paraná, em maio de 1952. A proposta era capacitar um grupo de pessoas para atender as finalidades da biblioteca. O curso, com um ano de duração, formou 23 profissionais e todos foram contratados pelo Estado. A primeira diretora, Francisca Buarque de Almeida, foi nomeada em 1954.
Em 1961, a Comissão Estadual de Bibliotecas do Estado do Guanabara concedeu à Biblioteca Pública o Prêmio Paula Brito como biblioteca modelo e instituição padrão de desenvolvimento e difusão cultural do Brasil. A honraria foi entregue pela primeira vez no país e tem repercutido na esfera nacional até os dias de hoje.
Com o decorrer dos anos, entretanto, o prédio ficou depreciado e o espaço físico se tornou insuficiente para as novas funções. A obra de reforma geral foi autorizada em 1993, pelo então governador Roberto Requião. Naquele ano a Biblioteca Pública entra na era da informática. Também são trocadas as instalações elétricas e hidráulicas, restaurando o sistema de prevenção de incêndio e ampliando o espaço físico em 870 metros quadrados por meio de galerias e mezaninos. Fechada durante nove meses para reforma sob responsabilidade da arquiteta Lauri da Costa, filha de Romeu Paulo da Costa, autor do projeto inicial da construção, reabriu suas portas em 26 de setembro de 1994 em solenidade prestigiada por personalidades do mundo cultural, intelectual e político.
O prédio foi tombado como Patrimônio Cultural em 18 de dezembro de 2003, dentro da programação alusiva ao sesquicentenário da emancipação política do Paraná. Os acréscimos culturais e tecnológicos ao longo dos anos fazem da Biblioteca Pública do Paraná uma das maiores unidades públicas de conhecimento do país. Os serviços oferecidos se baseiam na igualdade de acesso a todos.
Segundo arquiteto Irã Taborda Dudeque, a Biblioteca Pública do Paraná, o Teatro Guaíra, a Praça Dezenove de Dezembro, o Centro Cívico e o Colégio Tiradentes formam o mais importante conjunto arquitetônico da história do Paraná.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Questões sobre o filme: Central do Brasil - Módulo 8

Nome do filme: Central do Brasil
Direção: Walter Salles
Ano do Filme: 1998

1. Sinopse pessoal do filme: 
Conta a história dos retirantes nordestinos que, para fugirem da seca e da fome, migram constantemente para a região da grande São Paulo em busca de melhores condições de vida. Porém, em sua grande maioria, acabam morando em favelas na periferia da cidade e ocupam os piores postos de trabalho. Portanto, sentem-se deslocados, em terra estranha, com hábitos e culturas completamente diversas daquela em que estão habituados.
Os valores sociais a que estavam habituados, a confiança no seu semelhante, o processo de produção comunitário e a vida que segue tranquila, ao ritmo da natureza, é bruscamente modificado e é necessário habituar-se, conviver com a marginalidade, com a desagregação de valores como família, sociedade entre outros.


2. Quais papéis desenvolvem os atores principais?
 No filme, o elo de ligação entre a vida da cidade e a do trabalhador sem capacitação para o trabalho(analfabeto), utiliza-se dos serviços de uma senhora (papel de Fernanda Montenegro), a qual cobra uns trocados e em troca escreve as cartas dos retirantes nordestinos aos familiares que ficaram longe no sertão do agreste. Muitas vezes, estas cartas não são entregues.
Porém, com aquele garoto, a personagem acaba se envolvendo, assumindo a história dele como se fosse sua; convive com ele, assume papel simbólico de mãe e juntos, como mãe e filho, após uma série de aventuras e peripécias, envolvimento emocional e sentimento de maternidade aflorando a cada passo, acabam retornando para a cidade de origem daquele garoto, onde ele reencontra seus familiares.


3. Quais os pontos principais do filme?

 
4. Qual a relação entre o filme e a realidade?

O filme Central do Brasil tem o mérito abordar um tema recorrente (a migração nordestina) de maneira delicada e poética, mostrando este deslocamento cultural e social a que milhões de brasileiros são submetidos em função da miséria onde a comunicação é uma das chaves, onde nordestinos analfabetos têm de submeter-se à ajuda de uma ‘escrevente’ de cartas em papel, num mundo que já se globalizava pelas ondas da Internet. Mostra o interior do Brasil, com sensibilidade e um olhar quase “estrangeiro”, dando espaço para a expressão tanto da resistência cultural, como da invasão de novos costumes trazidos pelos ventos da modernidade. O filme contribui bastante para a compreensão da realidade brasileira quanto a alfabetização e letramento e suas possibilidades de mudança social através da educação e da inserção no mundo da escrita e no contexto digital em que a sociedade atual está inserida e assim, ajudando também na aprendizagem de alunos e estudiosos do assunto abordado.




5. Acrescente sua opinião sobre a importância da carta. O que ela representava como meio de comunicação à distância, considerando as transformações que ela pode provocar na vida das pessoas e as consequências de não saber escrevê-la. (Antes de elaborar o seu texto, verifique os anexos das páginas 77, 78 e 79 do módulo).
No atual contexto, não basta ler e escrever, é preciso ir além da alfabetização funcional, onde as pessoas são alfabetizadas, mas não fazem uso da leitura e da escrita na sua prática social. O individuo deve fazer uso e envolver-se em diversas atividades de leitura e escrita, criando hábitos de leitura no cotidiano e buscando frequentar lugares onde a leitura seja o foco da apropriação do conhecimento através de livros, jornais e etc. No filme Central do Brasil – pudemos observar que alguns personagens, conhecem o gênero textual carta, mas não sabem escrevê-la. Por isso a personagem Dora, era uma espécie de escriba para essas pessoas que podemos denominar de letradas, mas não eram alfabetizadas. Com isso surgem as dificuldades sociais e a exclusão característica marcante em quase todas as regiões do nosso país.
O contexto social no qual o indivíduo está inserido é de extrema relevância para o seu desenvolvimento tanto na apropriação do conhecimento quanto na sua inclusão na sociedade e nos meios de comunicação e informação. É muito importante se preocupar com o meio social em que o indivíduo vive e suas dificuldades e desafios diários, suas lutas e instrumentos utilizados em casa e no trabalho. As pessoas convivem diariamente com vários gêneros textuais escritos em uma linguagem verbal e não verbal e até mesmo digital, daí a importância do convívio social e das práticas existentes na atualidade por meio da informação escrita em papel e também digitalizada, como: e-mails, blogs, cartazes, receitas de remédio, receitas culinárias, extrato de conta do banco, operações bancárias, placas, avisos e uma infinidade de recursos de informação e comunicação existentes com a chegada das novas tecnologias da informação e da comunicação.