terça-feira, 2 de setembro de 2014

Módulo 06


AULA 01:

1º Momento: Estudo sobre as Escolas de Administração: Clássica ou d administração científica, Escola de Relações Humanas, Behavioristas e Estruturalistas

Preencher o quadro abaixo de acordo com os enfoques de cada uma dessas escolas

ESCOLA
CLÁSSICA
REL. HUMANAS
BEHAVIORISTA
ESTRUTURALISTA
Representantes
  • Henry Fayol;
  • Frederik Taylor.
  • George Elton Mayo
  • Herbert Simon;
  • Chester Bernard;
  • Elliot Jacques;
  • Chris Argyris,
  • Max Weber;
  • Robert K. Merton;
  • Alvin Gouldner;
  • Amitai Etzioni.
Concepção de administração
  • Planejamento;
  • Organização racional do trabalho;
  • Aproveitamento máximo do tempo, dos recursos humanos e materiais.
  • Grupos informais;
  • Relacionamento interpessoal;
  • Necessidade de participação na tomada de decisões;
  • Autorrealização.
  • Relações sociais;
  • Objetividade;
  • Realização e satisfação pessoal decorrente da vivência na cooperação nas organizações informais.
  • Superação por meio da integração das necessidades individuais às organizacionais, os estruturalistas apontam que o conflito, além de necessário, é inerente a determinados aspectos da vida social, tendo em vista as tensões e os dilemas presentes nas organizações.
Visão de homem
  • Homem racional que maximiza a produtividade e o lucro.
  • Homem racional e social.
  • Homem racional apenas em relação a um conjunto de dados característicos de determinada situação.
  • Homem com uma personalidade flexível, resistente a frustrações, com capacida de de adiar a recompensa e com desejo de realização pessoal.


2º Momento: Após leitura das páginas 24 à 28, responda:

  • Qual a função social da educação?
    • A função social da educação se dá nas relações que os homens estabelecem entre si, nas diferentes instituições e movimentos sociais, sendo, portanto, constituinte e constitutiva dessas relações.
  • Qual a função social da escola?
    • A função da escola criar projetos educativos numa perspectiva transformadora e inovadora, onde os fazeres e práticas não estejam centrados nas questões individuais, mas sim nas questões coletivas. I
  • Qual a diferença entre os objetivos da escola e os de uma empresa?
    • A escola objetiva o cumprimento de sua função de socialização do conhecimento historicamente produzido e acumulado pela humanidade, ao passo que a empresa visa à expropriação desse saber na produção de mais valia para a reprodução do capital, para manter a hegemonia do modo de produção capitalista.
  • Como é vista por alguns estudiosos a “gestão escolar”?
    • a gestão escolar é vista por alguns estudiosos como a mediação entre os recursos humanos, materiais, financeiros e pedagógicos, existentes na instituição escolar, e a busca dos seus objetivos, não mais o simples ensino, mas a formação para a cidadania.
AULA 02


  • Como ocorreu a elaboração do Projeto Político Pedagógico na sua escola?
 As pedagogas se reuniram juntamente com os professores e funcionários e elaboraram o PPP. Cada segmento auxiliou especificamente no que referia as suas contribuições na escola.


  • Quem participou?
Pedagogas, professores e funcionários.


  • De quanto em quanto tempo é feita a reelaboração?
Como é um documento sempre em mudança e alteração, a todo momento inclui-se ou altera-se as questões pertinentes.


  • Entendendo que a gestão democrática não se decreta mas se constrói coletiva e permanentemente. Como isso acontece? 
A gestão democrática só ocorre se todos os segmentos envolvidos se responsabilizarem e tomarem parte ativa dentro processo de gestão. Todos devemos compreender nosso papel dentro a escola e auxiliar na gestão, pois  gestão democrática é isso, todos participando ativamente nas tomadas de decisões, nas soluções de problemas e na implantação dos programas e projetos.
  • Quais os princípios norteadores da gestão democrática, segundo a Lei n° 9394/96.
Segundo a LDB os princípios norteadores são a participação dos profissionais da educação na elaboração do PPP e a participação da comunidade nos órgãos colegiados.

  • O que é Projeto Político Pedagógico.
É o instrumento pelo qual se sistematiza e organiza o processo de ensino aprendizagem, compreendendo o contexto histórico, social e viabilizando meios possíveis para a formação de cidadãos críticos, criativos e participativo na sociedade.


AULA 03:

Pesquisa sobre os colegiados:

Grêmio Estudantil:


O que é o Grêmio Estudantil?
Grêmio é uma organização sem fins lucrativos que representa o interesse dos estudantes e que tem fins cívicos, culturais, educacionais, desportivos e sociais. Ele permite que os alunos discutam, criem e fortaleçam inúmeras possibilidades de ação tanto no próprio ambiente escolar como na comunidade. O Grêmio é também um importante espaço de aprendizagem, cidadania, convivência, responsabilidade e de luta por direitos.


Qual o objetivo de um Grêmio?
É importante deixar claro que um de seus principais objetivos é contribuir para aumentar a participação dos alunos nas atividades de sua escola, organizando campeonatos, palestras, projetos e discussões, fazendo com que eles tenham voz ativa e participem – junto com pais, funcionários, professores, coordenadores e diretores – da programação e da construção das regras dentro da escola.
Para resumir: um Grêmio Estudantil pode fazer muitas coisas, desde organizar festas nos finais de semana até exigir melhorias na qualidade do ensino. Ele tem o potencial de integrar mais os alunos entre si, com toda a escola e com a comunidade.
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Fonte: Caderno Grêmio em Forma, do Instituto Sou da Paz.

   
APMF:

Associação de Pais, Mestres e Funcionários
É uma instituição auxiliar da escola, que tem por finalidade colaborar no aprimoramento do processo educacional, na assistência ao escolar e na integração família-escola-comunidade.

Com objetivos sociais e educativos que não tem caráter político, racial ou religioso e nem finalidades lucrativas, A APMF deve colaborar com a direção da Escola para atingir os objetivos educacionais propostos, pode representar as aspirações da comunidade e dos pais de alunos junto à escola e também pode mobilizar os recursos humanos, materiais e financeiros da comunidade, para auxiliar a escola visando a melhoria do ensino; o desenvolvimento de atividades de assistência ao escolar (nas áreas sócio-econômica e de saúde); a conservação e manutenção do prédio, do equipamento e das instalações; a programação de atividades culturais e de lazer que envolvam a participação conjunta de pais, professores e alunos.

A APMF ainda pode colaborar na programação do uso do prédio da escola pela comunidade, inclusive nos períodos ociosos, ampliando-se o conceito de escola como “Casa de Ensino” para “Centro de Atividades Comunitárias”.

A APMF favorece o entrosamento entre pais e professores possibilitando aos pais, informações relativas tanto aos objetivos educacionais, métodos e processos de ensino, quanto ao aproveitamento escolar de seus filhos e aos professores, fornecendo maior visão das condições ambientais dos alunos e de sua vida no lar.

As atividades da APMF estão previstas em um Plano Anual de Trabalho que está integrado no Plano Escolar.

Os meios e recursos para atender os objetivos da APMF são obtidos através da contribuição facultativa dos sócios, convênios, subvenções diversas, doações, promoções diversas e outras fontes. Cabe à Associação de Pais, Mestres e Funcionários a administração direta ou indireta, da cantina escolar e outros órgãos existentes na escola, geradores de recursos financeiros. O funcionamento desses órgãos devem obedecer a normas estabelecidas pelo Departamento de Assistência ao Escolar, da Secretaria da Educação.

O quadro social da APMF pode ser constituído por número ilimitado de sócios. Existem sócios natos, sócios admitidos e sócios honorários.

O Diretor de Escola, o Assistente de Diretor, os professores e demais integrantes dos núcleos de apoio técnico-pedagógico e administrativo da escola, os pais de alunos e os alunos maiores de 18 anos, desde que concordes são sócios natos.

Os pais de ex-alunos, os ex-alunos maiores de 18 anos, os ex-professores e demais membros da comunidade, desde que concordes e aceitos conforme as normas estatutárias poderão ser admitidos como sócios.

São considerados sócios honorários, a critério do Conselho Deliberativo, aqueles que tenham prestado relevantes serviços à Educação e à APMF.

Os sócios da APMF têm o direito de apresentar sugestões e oferecer colaboração aos dirigentes dos vários órgãos da APMF; de receber informações sobre a orientação pedagógica da escola e o ensino ministrado aos educandos; de participar das atividades culturais, sociais, esportivas e cívicas organizadas pela Associação; de votar e ser votado nos termos do Estatuto; de solicitar, quando em Assembléia Geral, esclarecimentos a respeito da utilização dos recursos financeiros da APMF; de apresentar pessoas da comunidade para ampliação do quadro social.

Os sócios têm o dever de defender, por atos e palavras, o bom nome da Escola e da APMF; de conhecer o Estatuto da APMF; de participar das reuniões para as quais são convocados; de desempenhar, responsavelmente, os cargos e as missões que lhes forem confiados; de concorrer para estreitar as relações de amizade entre todos os associados e incentivar a participação comunitária na escola; de cooperar, dentro de suas possibilidades, para a constituição do fundo financeiro da Associação; de prestar à Associação, serviços gerais ou de sua especialidade profissional, dentro e conforme suas possibilidades; de zelar pela conservação e manutenção do prédio, da área do terreno e equipamentos escolares; de responsabilizar-se pelo uso do prédio, de suas dependências e equipamentos, quando encarregados diretos da execução de atividades programadas pela APMF.

O sócio da APMF poderá ser eliminado do quadro social pela Diretoria Executiva, cientificado o Conselho Deliberativo, quando infringir quaisquer disposições estatutárias, através de comunicação por escrito, podendo recorrer de tal decisão ao Conselho Deliberativo, que se reunirá em sessão extraordinária para apreciar o fato.

A Associação de Pais Mestres e Funcionários, é administrada através da Assembléia Geral, que é constituída pela totalidade dos associados. É o Diretor da Escola que convoca e preside a Assembléia Geral. Cabe à Assembléia Geral eleger o Conselho Deliberativo e o Conselho Fiscal; apreciar e votar o balanço anual e os balancetes semestrais, com o parecer do Conselho Fiscal; propor e aprovar a época e a forma das contribuições facultativas dos sócios; reunir-se, ordinariamente, pelo menos 1 (uma) vez cada semestre; reunir-se, extraordinariamente, convocada pelo Diretor da Escola ou por 2/3 (dois terços) dos membros do Conselho Deliberativo ou por 1/3 (um terço) dos associados.


Fonte: Multimeios Didáticos

Conselho Escolar:

O QUE É O CONSELHO ESCOLAR?
É o órgão colegiado responsável pela gestão da escola, em conjunto com a direção, representado pelos segmentos da comunidade escolar, pais, alunos, professores e funcionários.


QUAIS AS FUNÇÕES DO CONSELHO ESCOLAR?
* Consultiva – quando é consultado sobre questões importantes da escola;
* Deliberativa – quando aprova, decide e vota sobre assuntos pertinentes às ações da escola nos âmbitos administrativo, pedagógico e financeiro;
* Normativa – quando elabora seu regimento, avalia e define diretrizes e metas de ações pertinentes à dinâmica do processo educativo, para um bom funcionamento da escola;
* Fiscalizadora / avaliativa – quando exerce o papel de controle, ficando subordinado apenas à ASSEMBLÉIA GERAL, fórum máximo de decisão da comunidade escolar.


COMO SE DÁ A COMPOSIÇÃO DO CONSELHO ESCOLAR?
O Conselho tem em sua composição 16 (dezesseis) membros representados pelos segmentos da comunidade escolar assim contemplados:
* 04 (quatro) pais;
* 04 (quatro) alunos;
* 04 (quatro) professores;
* 04 (quatro) funcionários.


Eleição de diretores:

As escolas públicas do Paraná, desde os anos de 1980, têm eleições diretas para diretores/as. Sempre como um esforço de ampliar a participação da comunidade escolar nas decisões e nos rumos da escola pública. Sempre tivemos embates e enfrentamentos com os governos numa permanente disputa de poder e de concepção de gestão.
A lei 14.231/2003, no artigo 1º, delega essa consulta a comunidade escolar, e este é um processo legítimo, amplo, democrático. Definir se os/as candidatos/as são os/as mais adequados/as para a sua escola cabe à comunidade escolar, que vai decidir, nas urnas, após apresentação das propostas das chapas e debate coletivo. Numa concepção de gestão Democrática, a comunidade escolar, os/as eleitores/as, devem ser soberanos/as nessa decisão.
Fonte: APP – Sindicato





AULA 04: 
Questionário Gestão Democrática





quarta-feira, 13 de agosto de 2014

MÓDULO 05 - PRATIQUES


Módulo 05 – Pratiques


  1. Pesquisa, característica e contribuições para a educação:

    Émile Durkheim: nasceu na cidade de Épinal (região de Lorena, França) no dia 15 de abril de 1858. Faleceu em Paris, capital francesa, em 15 de novembro de 1917. É considerado, junto com Max Weber, um dos fundadores da sociologia moderna.
    Viveu numa família muito religiosa, pois seu pai era um rabino. Porém, não seguiu o caminho da família, optando por uma vida secular. Desde jovem, foi um opositor da educação religiosa e defendia o método científico como forma de desenvolvimento do conhecimento. Em boa parte dos seus trabalhos, procurou demonstrar que os fenômenos religiosos tinham origem em acontecimentos sociais.
    Aos 21 anos de idade, Durkheim foi estudar na Escola Normal Superior (École Normale Supérieure) e passou a dedicar-se ao mundo intelectual. Formou-se em Filosofia, no ano de 1882. Cinco anos após sua formatura, foi trabalhar na Universidade de Burdeos como professor de pedagogia e ciência social. Neste período, começaram seus estudos sobre sociologia.
    Principais aspectos da teoria sociológica de Durkheim:
    · Existem fenômenos sociais que devem ser analisados e demonstrados com técnicas especificamente sociais;
    · A sociedade era algo que estava fora e dentro do homem ao mesmo tempo, graças ao que se adotava de valores e princípios morais;
    · As pessoas se educam influenciadas pelos valores da sociedade onde vivem;
    · A sociedade está estruturada em pilares, que se manifestam através de expressões (conceito de estrutura);
    · Divisão do trabalho social: numa sociedade cada indivíduo deve exercer uma função específica, seguindo direitos e deveres, em busca da solidariedade social. Desta forma, pode-se chegar ao progresso e avanço para todos. Para Durkheim o fim último da educação é a formação do ser social.
















    Principais obras:
    • Da divisão do trabalho social, 1893;
    • Regras do método sociológico, 1895;
    • O suicídio, 1897;
    • Sociedade e trabalho, 1907;
    • As formas elementares de vida religiosa, 1912;


    John Dewey: Quantas vezes você já ouviu falar na necessidade de valorizar a capacidade de pensar dos alunos? De prepará-los para questionar a realidade? De unir teoria e prática? De problematizar? Se você se preocupa com essas questões, já esbarrou, mesmo sem saber, em algumas das concepções de John Dewey (1859-1952), filósofo norte-americano que influenciou educadores de várias partes do mundo. No Brasil inspirou o movimento da Escola Nova, liderado por Anísio Teixeira, ao colocar a atividade prática e a democracia como importantes ingredientes da educação.
    Dewey é o nome mais célebre da corrente filosófica que ficou conhecida como pragmatismo, embora ele preferisse o nome instrumentalismo - uma vez que, para essa escola de pensamento, as ideias só têm importância desde que sirvam de instrumento para a resolução de problemas reais. No campo específico da pedagogia, a teoria de Dewey se inscreve na chamada educação progressiva. Um de seus principais objetivos é educar a criança como um todo. O que importa é o crescimento - físico, emocional e intelectual.
    O princípio é que os alunos aprendem melhor realizando tarefas associadas aos conteúdos ensinados. Atividades manuais e criativas ganharam destaque no currículo e as crianças passaram a ser estimuladas a experimentar e pensar por si mesmas. Nesse contexto, a democracia ganha peso, por ser a ordem política que permite o maior desenvolvimento dos indivíduos, no papel de decidir em conjunto o destino do grupo a que pertencem. Dewey defendia a democracia não só no campo institucional mas também no interior das escolas.








    Principais obras:

    • The School and Society (1889)
    • Experience and Education (1938)
    • Experience and Nature


    Louis Althusser: Filósofo francês. Cristão pela sua família e educação, em 1948 ingressa no Partido Comunista. Nesse mesmo ano inicia a sua carreira académica como professor. Trabalha durante vários decénios na École Normale de Paris, onde reside, e onde, num arrebatamento de loucura, mata a esposa. Passa os seus últimos anos recolhido num sanatório. Após a sua morte aparecem textos autobiográficos que dão fé da sua doença mental e insinuam uma dolorosa contradição íntima entre a sua educação cristã e a teoria marxista, de que é eminente estudioso, analista e reformista.
    Althusser é um dos principais estudiosos do marxismo. Para desenvolver a teoria marxista utiliza como método de análise o estruturalismo. Num primeiro tempo, as suas preocupações centram-se nos fundamentos e métodos da investigação. Centra os seus estudos em Marx, cuja obra cimeira, O Capital, é em sua opinião um trabalho puramente científico e afastado dos interesses humanistas. Num segundo tempo, ocupa-se do estudo do pensamento de Lenine, e mais concretamente da sua obra Materialismo e Empirocriticismo. A sua conclusão básica é que o discurso teórico desta obra aclara a ciência da ideologia. Althusser serve-se da análise estruturalista, decompõe, para o seu estudo, o pensamento marxista e as leis que, segundo este, regem a vida do homem em sociedade.









    Principais obras:
    • A favor de Marx (1965),
    • Leer "El Capital" (1965), (con E. Balibar)
    • Curso de filosofía para científicos (1967)
    • Lenin y la filosofia (1968)
    • Respuesta a John Lewis (1973)
    • Elementos de autocrítica (1974),
    • Filosofia y filosofia espontánea de los científicos (1974),
    • Sobre la ideología (1976),
    • Freud y Lacan (1976),.
    • Lo que no puede durar en el partido comunista (1978)
    • Para un materialismo aleatorio (1982)
    • El porvenir es largo (autobiografía) (1985)

    Antonio Gramsci: Antonio Gramsci foi uma das referências essenciais do pensamento de esquerda no século 20, co-fundador do Partido Comunista Italiano.
    Nascido em Ales, na Sardenha, em uma família pobre e numerosa, filho de Francesco Gramsci, Antonio foi vítima, antes dos 2 anos, de uma doença que o deixou corcunda e prejudicou seu crescimento. No entanto, foi um estudante brilhante, e aos 21 anos conseguiu um prêmio para estudar Letras na universidade de Turim.
    Gramsci frequentou os círculos socialistas e entrou para o Partido Socialista em 1913. Transformou-se num jornalista notável, um escritor articulado da teoria política, escrevendo para o "L'Avanti", órgão oficial do Partido Socialista e para vários jornais socialistas na Itália.
    Em 1919, rompeu com o partido. Militou em comissões de fábrica e ajudou a fundar o Partido Comunista Italiano em 1921, junto com Amadeo Bordiga.
    Gramsci foi à Rússia em 1922, onde representou o novo partido e encontrou Giulia Schucht, uma violinista com quem se casou e teve 2 filhos. A missão russa coincidiu com o advento do fascismo na Itália. Gramsci retornou com a missão de promover a unidade dos partidos de esquerda no seu país.
    Em 8 de novembro de 1926, a polícia fascista prendeu Gramsci e, apesar de sua imunidade parlamentar, levaram-no à prisão. Recebeu uma sentença de cinco anos de confinamento e, no ano seguinte, uma sentença de 20 anos de prisão em Turi, perto de Bari.

    Um projeto para trocar prisioneiros políticos entre a Itália e a União Soviética falhou em 1932. Dois anos depois, bastante doente, ganhou a liberdade condicional, para tratar-se em hospitais. Morreu em Roma, aos 46 anos.
    Gramsci escreveu mais de 30 cadernos de história e análise durante a prisão. Conhecidas como "Cadernos do Cárcere" e "Cartas do Cárcere", contêm seu traço do nacionalismo italiano e algumas idéias da teoria crítica e educacional. Para despistar a censura fascista, Gramsci adotou uma linguagem cifrada, em torno de conceitos originais ou de expressões novas. Seus escritos têm forma fragmentária, com muitos trechos que apenas indicam reflexões a serem desenvolvidas.
    Suas noções de pedagogia crítica e instrução popular foram teorizadas e praticadas décadas mais tarde por Paulo Freire no Brasil. Gramsci desacreditava de uma tomada do poder que não fosse precedida por mudanças de mentalidade. Para ele, os agentes principais dessas mudanças seriam os intelectuais e um dos seus instrumentos mais importantes, para a conquista da cidadania, seria a escola.
    Gramsci promoveu o casamento das idéias de Marx com as de Maquiavel, considerando o Partido Comunista o novo "Príncipe", a quem o pensador florentino renascentista dava conselhos para tomar e permanecer no poder. Para Gramsci, mais ainda do que para Maquiavel, os fins justificam os meios e qualquer ato só pode ser julgado a partir de sua utilidade para a revolução comunista.








    Principais obras:
    • Il materialismo storico e la filosofia di Benedetto Croce 1948
    • Gli intellettuali e l'organizzazione della cultura 1949
    • Il Risorgimento 1949
    • Note sul Machiavelli, sulla política e sullo Stato moderno 1949
    • Letteratura e vita nazionale 1950
    • Passato e presente 1951

    Anísio Teixeira: Advogado de formação, segundo Hermes Lima em seu livro Anísio Teixeira Estadista da Educação, Anísio sempre esteve apegado a uma visão de educação.
    Podemos imputar a Anísio Teixeira uma grande importância no cenário educacional brasileiro: ao iniciar seus estudos pós-graduados nos Estados Unidos entra em contato com a corrente pragmatista que se desenvolvia em vários países.
    E é influenciado por estas visões emergentes que Anísio Teixeira vê a necessidade de uma teoria educacional indissociável de um saber prático. Anísio passa a assumir uma posição filosófica firmada no exemplo de John Dewey. Dewey foi um progressista social. Concebia a educação como um processo de recriação ou reconstrução do educando por meio da experimentação. Propunha a educação em e para o educando, sendo Anísio um dos precursores desta visão no meio educacional brasileiro.
    Anísio passa a ter a visão de que o ambiente social é fundamental na escola e que, como a família já não educava como no passado, a instituição 'escola' deveria ter tal posição, diagnosticando e aplicando os meios curativos necessários.
    Anísio também era político, apesar de não militar em partidos. Era extremamente atento as dificuldades por que passavam o país. Em seus escritos é expressivo um humanismo democrático e um humanismo socialista, que coincidem e dão as mãos em diversos de seus pensamentos políticos. Podemos verificar isso por ocasião do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932), em que o ideário da democratização de oportunidades, mediante a expansão da educação na rede pública e gratuita para as classes menos favorecidas, o que rendeu a Anísio o título de 'comunista', apesar de não o ser.













    Principais obras:
    • Aspectos americanos de educação. Salvador. Tip. De São Francisco, 1928, 166 p.
    • A educação e a crise brasileira. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1956, 355 p.
    • Educação é um direito. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1996, 221 p.
    • Educação e o mundo moderno. 2ª ed. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1977, 245 p.
    • Educação e universidade. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1998, 187 p.
    Educação no Brasil. São Paulo: Cia. Editora Nacional 1969, 385 p.
    • Educação não é privilégio. 5ª ed. Rio de Janeiro.- Editora UFRJ, 1994, 250 p.
    • Educação para a democracia: introdução à administração educacional. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1997, 263 p.
    • Educação progressiva: uma introdução à filosofia da educação. 2ª ed. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1934, 210 p.
    • Em marcha para a democracia: à margem dos Estados Unidos. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, s.d., 195 p.
    • Ensino superior no Brasil: análise e interpretação de sua evolução até 1969. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1989, 186 p.
    • Pequena introdução à filosofia da educação: a escola progressiva ou a transformação da escola. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1968, 150 p.

  1. Pratiques da página 42, 64 e 79:
    • Pratique pág. 42: Na escola, o princípio da gestão democrática nos chama a participação, para construirmos juntos os processos educacionais. Como tem sido essa prática em seu de trabalho?

      Na escola que trabalho a direção da escola tenta ser bem democrática em todas as decisões. Eu percebo que todos os funcionários tem livre acesso de opinar sobre quaisquer assuntos. Esse tipo de gestão motiva os funcionários de maneira geral a realizarem bem seu trabalho, pois quando podemos ter voz ativa nos sentimos parte da escola. E sempre que participamos da elaboração do PPP, Regimento Escolar, das Instâncias Colegiadas, ou das reuniões realizadas pela escola, estamos tomando parte e contribuindo para o processo de ensino-aprendizagem.
       
    • Pratique pág. 64: A partir da sua experiência como funcionário de uma escola somado ao que você aprendeu nesta unidade, como você enxerga o papel da escola? Você acha que ela só cumpre o papel ideológico de manter as coisas como estão ou você acredita que ela pode contribuir para a formação de consciência libertadoras que fortaleçam a luta pela transformação social?

      Eu acredito que a escola é um espaço de interação social, de produção e transmissão de conhecimento, e de formação de indivíduos. Sendo assim, na minha concepção de escola, ela é capaz de formar cidadãos com consciência libertadoras para fortalecerem a luta pela transformação social, desde que as concepções abordadas na escola, contribuam para tal formação. Pois assim como ela pode (e deve) ser um meio de transformação social, ela pode ser um instrumento de alienação. Onde os indivíduos apenas passam por ela sem desenvolver a criticidade, ou politização.
       
    • Reflexão pág. 79: Levando em consideração o que estudamos sobre as sociedades neste módulo, como você encara o seu papel de cidadão e educador? Você, como trabalhador em educação que atua no interior da escola, que caminho pretende seguir diante das alternativas apresentadas pelos pensadores da sociedade? Enfim, qual a maneira de enxergar a relação entre educação e sociedade que mais lhe sensibilizou?

      Através do estudo deste módulo, pude compreender que como cidadão devo buscar caminhos que levem a transformação social, pois em nossa sociedade capitalista é cada vez maior a desigualdade não apenas social, ou econômica, mas também cultural. A discriminação e exclusão é um comportamento típico atribuído aos dias de hoje. Contudo, como educador, deve me posicionar em favor da educação. Trabalhando em escola temos o dever de garantir o acesso aos nossos alunos, não apenas ao conhecimento programático, mas também a todas as informações e condições de aprendizado, que por vezes pode estar numa escola livre de preconceito racial, social, de gênero, e até mesmo garantindo uma merenda de qualidade para que o desenvolvimento físico e cognitivo dos alunos esteja adequado e ele esteja apto para aprender. De todas as concepções que vimos, acredito que de cada uma delas tem sua contribuição, mas me identifiquei mais com o materialismo dialético, pois acredito que o conhecimento e os comportamentos sociais são historicamente construídos. E que sempre devemos levar em consideração a realidade e vivência de cada um individualmente, pois por vezes, dessa maneira conseguimos compreender melhor o universo de cada educando e assim sermos agentes facilitadores da aprendizagem.
       

  1. Questões sobre violência na escola:
    • Como é a violência na escola?
      É uma situação grave que infelizmente está presente não apenas nas escolas mas em toda a sociedade.
    • Em que situações ela acontece e por quê?
      A violência na escola se dá por vários motivos, interno e externos ao contexto escolar. Por vezes o aluno sofre algum tipo de violência e/ou abuso em casa e quando chega na escola, entre seus iguais, ele desconta a raiva e a violência sofrida. Em outras circunstâncias a violência pode se desencadear através do preconceito tanto social quanto de gênero e pelo bullying, tanto aquele que comete ou quando a violência vem por parte daquele que sofre o bullying. Outro meio que leva a violência para dentro da escola são os conflitos externos entre gangues, ou grupos divergentes, e até mesmo pelas drogas.
    • Quais as situações que agravam o problema da violência?
      A omissão por parte dos alunos, funcionários e corpo docente da escola, agravam o problema da violência na escola.
    • O que a violência pode gerar?
      Pode gerar um ambiente hostil e perigoso, onde por vezes somente a patrulha escolar pode controlar a situação.
    • O que fazer para minimizar o problema?
      Ficar sempre atentos para os menores problemas de violência.
    • Possíveis soluções.
       * Presença da família;
       * Projetos que envolvam e conscientizem os alunos;
       * Maior presença e contingente da patrulha escolar;
       * Ação imediata ao identificar uma questão que envolva a violência.